Arquivo de negócios

se tirares os cabelos da frente eu prometo que compro o livro e até deixo de beber café

Posted in só na minha cabeça with tags , on Novembro 15, 2009 by João Carvalho

faça o seu dinheiro crescer

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negócio ou literatura?

Posted in só na minha cabeça with tags , , , on Outubro 11, 2009 by João Carvalho

Embirro com algumas pessoas. De entre estas, embirro com alguns escritores, e, por isso, vão-me passando ao lado os livros e histórias que vão escrevendo. Agustina é uma desses casos, o Sousa Tavares outro e o Francisco José Viegas um outro, muito mais recente.
De Agustina nunca nada li, precisamente devido a esta aversão que não sei explicar, e que é certamente despropositada. Talvez porque sempre a confundi com Vera Lagoa fundadora de O Diabo. Mas é uma aversão que se vai esfumando com o tempo e sei que lerei profundamente os seus livros, um por um, por ordem cronológica, como se a acompanhasse pelo tempo e pela escrita, que, diga-se, é tudo, menos forma de se ler um escritor [isto de se ler um escritor também é assim qualquer coisa sem muito sentido, digo eu].
Em relação aos outros dois desconfio. Do primeiro, porque vejo gente (mulheres sempre) no comboio com o Equador metido em sacos de plástico, assim como se fosse a sandes de fiambre que não tiveram de tempo de comer ao pequeno-almoço em casa; retiram-no quando se sentam para iniciar a viagem, e guardam-no só no final sem nunca desviarem os olhos do dito calhamaço. Desconfio de livros que são metidos em sacos de plástico por mulheres que andam em comboios sub-urbanos e que não se dignam a olhar sequer a vida pela janela. Portanto, para o Miguel Sousa Tavares apenas tenho paciência para as crónicas de jornal, quando compro o jornal.
Do segundo, do Francisco José Viegas, desconfio apenas. Não conheço ninguém que tenha lido algum dos seus livros, como também não conheço ninguém que não o tenha feito por algum motivo em especial. Também desconfio que ele estaria à espera do Nobel para o tal Sr. Bolaño. O único que leio com agrado são as crónicas do Dr. Homem (filho), mas diga-se, o agrado surgiu antes de saber que um seria o outro, e agora, sinto-me enfastiado, e para já, não volto às bandas de Moledo com o mesmo entusiasmo de antes. A inveja é uma coisa feia, de facto. O Francisco José Viegas faz muita coisa e está em quase todo o lado neste nosso mundo literário. Quando o Francisco José Viegas, elogia um determinado livro no seu blogue, fico sempre com a dúvida das razões porque o faz, será porque o livro é bom?, será porque o livro é editado pela sua editora?, as duas coisas ao mesmo tempo?, será porque o escritor é bom? Quando coloca na capa da revista que dirige o autor do mesmo livro que elogiou no seu blogue, entretanto também elogiado por outros blogues amigos, editado pela sua editora, fá-lo devido aos elogios dos críticos, entre os quais ele, ou fá-lo porque o livro e autor são mesmo bons e devem ser lidos? É difícil perceber onde acaba a promoção, onde acaba o negócio, e onde começa a literatura. Por isso eu desconfio. Não compro e não leio. A não ser o tal Dr. Homem (filho).

(Em relação ao dito livro, 3 das melhores críticas ao estúpido frenesim à volta do mesmo estão, aqui aqui e aqui)

intermarché

Posted in só na minha cabeça with tags , , on Setembro 21, 2009 by João Carvalho

Tudo tão limpo e aprumado, claro e fresco, no ar que se respira abunda uma frieza inodora, as prateleiras arrumadas e os corredores largos. Não me encontro, não encontro o que quero, ando às voltas e o cesto continua vazio. Vou comprar fiambre, quero reservar a minha vez e encontro não sei quantos botões, depois de 1 min imóvel com ar de parvo lá carrego no que diz “Charcutaria”, a senha sai em baixo, lembro-me da loja do cidadão, tento encontrar o painel para verificar a vez, um grande ecrã passa todo o género de informações excepto o nº da vez, olho à volta, para o painel, à volta outra vez e ouço o sinal sonoro e lá está o nº, ainda não sou eu. Espero. Aproveito para escolher o fiambre, não encontro o que quero, só vejo mortadelas de todo o género, quase que desisto, mas espero, sou atendido e levo o da perna Nobre que afinal lá está num armário lateral no meio de 255 qualidades e tipos diferentes. O miúdo diz que temos de levar iogurtes liquídos e vai buscar, também precisamos de guardanapos. Preciso de peixe mas não me apetece lá ir, não confio, há demasiadas flores por ali. Estamos ali a dar voltas há uns bons 15 minutos e decido que vamos embora. Escolho uma caixa com 3 pessoas. A rapariga da caixa olha duas vezes para mim e à 3ª diz-me, se só tem isso pode ir ali às caixas automáticas, eu fingo que não percebo, e ela repete (gosto especialmente de fazer isto – fazer as pessoas repetirem-se), se for às caixas automáticas é mais rápido, olho, são iguais às da Fnac, digo que não, que posso esperar, ela insiste e eu respondo, já viu que se toda a gente for ali você fica sem trabalho? ela hesita, engole em seco e continua o seu trabalho, muito mais lesto. No fim digo boa noite, a rapariga não responde e voltamos costas. Não volto ao Jumbo de Torres Vedras. É muito pouco intermarché.

o Zézito quer fazer o favor de responder, se não for muito incómodo?, (obrigado)

Posted in só na minha cabeça with tags , , , , , on Fevereiro 1, 2009 by João Carvalho

(e a comunicação social não quer também fazer o favor de lhe perguntar?)

1. Alguma vez, no decorrer da sua vida política, no desempenho de um cargo público, o Zézito o 1º ministro José Sócrates, permitiu que elementos da sua família, tios, sobrinhos, padrinhos, primos, etc., ou mesmo elementos do seu círculo de amigos o usassem, para realizar/concretizar/facilitar/promover reuniões (ou outros fins), para resolver questões económicas de terceiros e a favor destes? Quantas vezes isso ocorreu? nenhuma, uma, mais do que uma, muitas? acontece todos os dias?

2. É comum e/ou admissível que um ministro reúna com promotores privados de um projecto económico ou seus representantes, projecto esse já chumbado pelo seu ministério, apenas para discutir/apresentar regras e exigências ambientais que estão na lei e são públicas, e que deviam ser transmitidas aos tais promotores privados apenas pelos serviços públicos do ministério? Um ministro não tem outras coisas para fazer?

3. Porque razão alterou o Zézito o então ministro do ambiente a ZPE – zona de proteção especial do estuário do tejo? Com que critérios e exigências? Onde estão escritos esses critérios? Quem os definiu e transmitiu aos gabinetes governativos (Secretário de Estado+Ministro)? (pois presumo que não terão sido os próprios que decidiram da sua necessidade após uma qualquer noite de pesadelos). De onde, de quem partiu a ideia? E porquê naquela altura, durante um governo de gestão?

O resto que anda por aí, luvas, dinheiros, offshores, se for concluído que deve haver suspeitos, os mesmos que sejam julgados… nos tribunais.