Arquivo de outono

e tu estás … aqui

Posted in só na minha cabeça with tags , , , , , , , on Setembro 30, 2010 by João Carvalho

Há um verde em ti com olhos de outono
e só quem não sabe o frio que faz em maio
não traz as folhas cheias de mãos para te dar
Há um verde   uma bruma
onde a manhã é   e os pássaros são
E em tudo encontro
um certo sabor fabricado para ti
uma sombra de tu não estares
está aqui   no meu sorriso
esboço um futuro
levanto os olhos e vejo o pássaro voar
espero   a manhã tem um tempo
e tu estás e eu aqui

Anúncios

pela tua mão

Posted in só na minha cabeça with tags , , , , , , , , on Setembro 27, 2010 by João Carvalho

hoje devia haver uma tarde azul de chuva no teu cabelo
às 18h horas em ponto devia chover como em Abril
hoje devia ser já Primavera neste Outono
haveria água das tuas mãos a cair em gotas como beijos de criança
eu haveria de ficar e perguntar pelo teu nome
(e fugir do nada do frio da noite)
e descobrir que o tempo dos teus olhos esteve em mim
eternamente
pois te vi sorrir como não há mulher que o faça assim

hoje um calafrio sentiu o coração de um homem
e um vendaval deseja atravessar um parque caído de folhas tristes
pela tua mão

Posted in só na minha cabeça with tags , , , , on Junho 9, 2010 by João Carvalho

Um homem é atravessado por um comboio
no coração e nesse instante uma folha cai num outono
no meio de um parque

Regent’s Park

Posted in só na minha cabeça with tags , , , , on Novembro 24, 2009 by João Carvalho

Uma mulher tem frio
nota-se a pele de galinha
o tempo marca   também
podem ser rugas

Uma mulher usa os olhos e palavras acontecem
quebram vidros

Uma mulher tão bonita e dias compridos
são esperados
a tarde não morre
o Outono chega
a sua pele são folhas
o Verão cai
e os cabelos

   os cabelos é o frio em Londres
em Regent’s Park
na páscoa
encostar-me a eles

Posted in só na minha cabeça with tags , , , on Novembro 5, 2008 by João Carvalho

Olhar-te nos olhos se pudesse
e deixar-te sentir como o erro me controla  O amor
pede sempre uma calma  uma paz
(para o eu que ama)
Uma dor entrega-se a matar sorrisos até lá  (Não pode
matar a distância como um vento
não pode como a noite ser um silêncio)
O amor não é tanto olhar-te nos olhos
se pudesse seria uma árvore
uma árvore tem folhas
e outono
e sombra