regresso ao lugar do abandono
o amor é a chuva da primavera
a alma clara   a música intensa
onde depois floresce a calma   o verde
com que podes contar
o sorriso onde não sou

estou aqui
trago as pedras
as ruas nuas
o vento de cabeça baixa
os olhos angustiados da poeira
as esquinas tristes
as mãos nos bolsos
vou pela noite que me envolve
despeço-me dos teus olhos
e guardo o anoitecer luminoso
dos teus cabelos

chego
abro o livro do poeta   livro-me do pó
estão cheios de rios os poemas todos

belos são os rios que se cruzam

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