não te percebe o tempo que te encontra
os braços que se sujeitam ao despertar
entregam-se mudos
a mão vem só   a onda
e o olhar ficam   nos teus pés
a areia recorda coisas (como cócegas)
que horizonte te alcança
o teu coração   (duas pernas que crescem
ao meu lado)

não te percebe o tempo
a pedra que sobre ti desaba
   o cinzento da tarde

não te percebe o tempo   a voz
que te chama improvável
e assim te deixa   permanecer
antes da noite

o vento curto os cabelos
não te percebe o tempo

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