Um dia não tenho mais noites para te dar. Um dia assim como este atiro-me daqui. Um dia assim fico aqui e parado deixo passar os comboios até ao último da noite. Um dia assim adormeço naquela curva apertada onde os pneus chiam no asfalto. Um dia o muro move-se para dentro da estrada. Um dia desvio-me a tempo de agarrar um coelho pelas orelhas.

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